Catarata dos Couros

Se você só tem um dia em São João d’Aliança, vá de Catarata dos Couros, localizada no Parque Estadual Águas do Paraíso, unidade de conservação do Estado de Goiás, próximo à divisa com Alto Paraíso. A generosidade da natureza com esse trecho do Rio dos Couros é surpreendente.
Todas as vantagens acima, aliadas à proximidade de Alto Paraíso, atraem um grande número de turistas. Se possível, evite os fins de semana, feriados prolongados e férias de meio de ano. Se não der, ainda assim, valerá a pena.
*Lógico que crianças que saibam nadar ou equipadas com flutuadores e supervisionadas. Com crianças, provavelmente, só até o segundo trecho.

Ao longo leito volumoso e de águas cristalinas, há paredões de pedra, piscinas naturais, prainhas, cachoeiras, mirantes, vegetação preservada, trilhas secundárias pouco exploradas e formações geológicas inusitadas.
A estrada de acesso acaba em um estacionamento organizado por moradores locais. Não há cobrança de entrada, na saída, a colaboração é voluntária e garante o sustento dos vigias e a manutenção do atrativo. Logo no começo da trilha, é possível encomendar refeição servida no Restaurante da Dona Eleusa.
Além da trilha principal, o estacionamento é ponto de partida para a trilha do Mirante dos Couros, a trilha Cachoeiras São Pedro e Lajeado, além da lendária trilha Couros-Segredo.
PRIMEIRO TRECHO – nível fácil
Após 15 minutos de descida, a trilha alcança o Rio dos Couros. À direita, está a Cachoeira Muralha, queda d’água sobre um longo paredão de pedra, com recortes em ângulos retos e fendas paralelas. Na parte baixa, há ótimos pontos de banho e vegetação que asseguram alguma sombra. Retomando a trilha, por um percurso tranquilo, rio abaixo, há outros pontos de banho entre as corredeiras.
SEGUNDO TRECHO – nível fácil
20 a 30 minutos de caminhada, uma nova queda, pouco conhecida como Franjinhas, que se abre em uma série de piscinas naturais com diversas profundidades e cores, pequenas praias de areia branca e muito Sol. Esse é o melhor ponto de banho e vai até a cabeceira da Cachoeira Almécegas 1000. Se caminhar ao longo do leito do rio, contornando as pedra, em sentido à queda, com um pouco de desnível, há um mirante escondido com vista privilegiada. Nesse mirante, uma fenda na rocha cria um camarote vip, sombreado e confortável.
TERCEIRO TRECHO- nível exigente
A partir daqui, a descida fica íngreme e estreita. A trilha desce pela lateral da Almécegas 1000, um dos mais belos cartões postais da Chapada dos Veadeiros. O água cai barulhenta, por vários degraus e cursos, até um grande poço. Esse é um dos pontos mais disputados. Se quiser garantir boas fotos e tranquilidade, chegue cedo, siga direto para lá e deixe para conhecer os outros trechos com calma na volta.
A jusante do poço, toda a água afunila em uma queda potente e perigosa: a Cachoeira do Parafuso. Não por acaso, um forte redemoinho preenche toda a base da cachoeira. Para descer mais, é necessário retornar para a trilha por terra . Evite entrar na água, a correnteza é forte e as pedras são traiçoeiras.
Abaixo do redemoinho, o rio abre em um grande platô de pedra. Couros não economiza em beleza. Nessa parte do cânion, você se sentirá insignificante, minúsculo, na magnitude do conjunto de pedra, água, cerrado e céu. Há quem diga ser um ponto sagrado. Acima, a vista incrível da Parafuso e Almécegas; abaixo, o tobogã que leva até a última queda; no centro, uma grande piscina natural com fundo de rochas vermelhas cobreadas.
Mais abaixo, está a cabeceira da Cachoeira do Abismo, também conhecida como Buracão ou Bujão. Aqui acaba a trilha por água. Há um último trecho por terra que contorna a queda e segue até a borda de um penhasco, com vista de frente ao abismo, ou ao buracão, ou ao bujão. Adiante, o rio é confinado pelas paredes verticais do cânion. Poucos chegam até aqui. Guarde perna e tempo para cumprir toda a trilha.
QUARTO TRECHO – nível chapadeiro
Dica da Equipe Portal da Chapada: Se chegou cedo, está na parte baixa da trilha, com Sol ainda alto, tem perna retornar até a cabeceira da 1000, somar mais 1,5 Km de trilha e está acompanhado por um guia, prossiga; se não, volte no dia seguinte, com um guia e pegue a trilha alta, que sai a Oeste do estacionamento, siga por cima do leito do rio e complete a exploração com calma.
Nesse trecho, a trilha não é batida. Somente um guia experiente saberá seguir as picadas. Há tracklogs para baixar na internet, não disponibilizamos aqui, pois não foram verificados.
O último trecho leva ao Mirante dos Couros. Poucos chegam até lá e tudo o que foi descrito até aqui pode ser apreciado de uma única perspectiva: o curso do rio, desde o poço da Cachoeira do Abismo até a topo da 1000, com visão ampla da serra, além da despedida do Rio dos Couros, antes de se emparedar no cânion, rumo ao Rio Tocantinzinho. Poucos pontos da Chapada dos Veadeiros são tão intocados e restritos.
RESTAURANTE DONA ELEUSA – nível fome
O Restaurante Dona Eleusa é o típico almojanta. Instalado em um assentamento, há menos de 10 minutos do estacionamento, o restaurante serve comida caseira simples, estilo comida da roça, até o último cliente. O cardápio não varia muito: arroz, feijão, carne de panela, frango caipira refogado, abóbora, mandioca, farofa, legumes, salada e doces caseiros. Na época de pequi, tem pequi. A cobrança é por cabeça de adulto, R$ 50,00 (julho de 2.025).
O lugar é simples, bem cuidado, com banheiros limpos e asseados, ambiente tranquilo arejado.
No percurso há outros restaurantes com a mesma proposta, mas a proximidade à Catarata dos Couros, fez o Dona Eleusa ganhar fama na região. O estabelecimento oferece área de camping com sanitários coletivos.
ficha técnica
Confira abaixo os detalhes logísticos, valores e o mapa para planejar sua visita à Catarata dos Couros





























